quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Iboga: seu poder de cura e renascimento

Acredita-se que os pigmeus tenham descoberto a iboga observando os javalis e mandris alimentando-se dessa planta e, até hoje, essas populações utilizam o iboga em seus ritos. Os índios Bwiti, da África Central, também utilizam o caule da planta para uma variedade de propósitos, entre eles como um componente essencial de uma cerimônia ritualística de renascimento que dura três dias.
A iboga é um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,5 m de altura e é composto de várias espécies que são encontradas principalmente em países da África.


No ano de 1901 a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há relatos de que ela já teria sido usada no Ocidente desde o início do século XX, no tratamento de gripe, neurastenia e outras doenças infecciosas.
Em 1962, Howard Lotsof, um jovem viciado em heroína acabou descobrindo a iboga em busca de uma nova droga. Howard relatou que, após uma viagem de aproximadamente 36 horas, perdeu totalmente o desejo de consumir heroína e não sentiu nenhum tipo de abstinência.
É impossível, com efeito, classificar a iboga como uma droga recreativa. Diferentemente das substâncias que provocam divertimento, ela não convida o usuário a fugir da realidade, mas sim promove um encontro com o próprio eu e seu inconsciente. É por isso que sua utilização é ritual, simbolizando a morte do velho ser e o seu renascimento. A morte, nesse caso, significa a renúncia à doença e/ou dependência.


É por conta do poder de cura da iboga e das suas propriedades de desintoxicação de drogas que a comunidade científica vem dando cada vez mais atenção à essa planta. Muitas pesquisas têm sido realizadas por diversas organizações, desde entidades públicas a universidades e, inclusive, pelo IBTA (Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas).

A seguir, é possível conferir a utilização ritualística e as propriedades fármaco da Iboga num documentário produzido por LunArt Produções, disponível no YouTube e dividido em três partes.


PARTE 1:

PARTE 2:




PARTE 3:



Lucas Prado Cardoso


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A cocaína nas artes visuais: Hélio Oiticica e as Cosmococas


Hélio Oiticica (1937-1980) foi um dos mais importantes artistas brasileiros dos últimos tempos. Sua obra é internacionalmente renomada e foi uma das que se mais destacaram entre aquelas que trouxeram o elemento de contemporaneidade à arte brasileira, antes predominantemente ligada à arte moderna.

CC1 - Trashiscapes
No período em que residiu em Nova York, na década de 1970, elaborou, em parceria com seu amigo e cineasta, Neville d’Almeida,  uma série de cinco “instalações” (este termo ainda nem existia na época, o que ressalta ainda mais o vanguardismo de Oiticica) chamada Cosmococas: programa in progress. Cada instalação, denominada por ele como bloco-experiência e representada pela sigla CC (Cosmococa) seguida do seu número de série, é composta por elementos multimídia  (slides acompanhados por trilha sonora) e  ligados ao ócio  e lazer humano (como piscina, colchões, balões, chão macio e redes). Este ambiente foi elaborado de modo a proporcionar ao espectador o que o artista chamava de experiência suprassensível, que seria, segundo ele, um dilatamento dos sentidos aliada a uma expansão da consciência do indivíduo, enfim, uma sensação muito análoga àquela proporcionada pelo uso de substâncias psicotrópicas. Esta viagem proposta pelos autores também se encaixava nos anseios que Oiticica tinha de interagir com o espectador, que ele preferia ver como um participador da sua obra, buscando uma libertação do comportamento do mesmo das amarras e dos condicionamentos a que ele é submetido em uma sociedade que prima pela produção e pela racionalidade. A sua arte é ainda mais libertária à medida que deixa a critério do espectador, dentro de uma cosmococa, a escolha do seu próprio caminho rumo ao descondicionamento  ou ao centro criativo interior que há em cada um de nós.

Foto de CC4 - Nocagions
Tanto Hélio Oiticica quanto Neville d’Almeida, à época da elaboração de Cosmococas: programa in progress, eram usuários despreocupados de cocaína. Até hoje essa obra gera controvérsias por onde passa por conta de abordar um tema, costumeiramente tratado pela sociedade com rigorosa seriedade e rigidez, num tom de brincadeira, leveza e descontração.  Na verdade, os autores passaram longe de querer fazer algum tipo de apologia da droga. A presença  da cocaína era apenas um instrumento, um pigmento branco que atendia, no contexto das instalações, a propósitos maiores e muito mais amplos. Nos slides projetados nas paredes, fotos de  objetos (como livros) e imagens de famosas personalidades são maquiadas com o pó da coca. São as mancoquilagens: palavra, derivada da mistura de maquilagem com Manco Capac (nome do herói mítico da civilização inca que trouxe a folha de coca para dar força a este povo), que designava a atividade de espalhar a cocaína por sobre os objetos e desenhá-los com as carreiras.

Marilyn Monroe "mancoquilada" em foto de slide de CC3 -Maileryn
Rosto de Jimi Hendrix "mancoquilado" em foto de slide de CC5 -Hendrix-War
Por fim, cabe lembrar que os inventores das cosmococas vivam em uma época bastante emblemática do século XX, permeada pelos contextos da Guerra Fria, da ditadura militar no Brasil e, principalmente, do fenômeno da contracultura nos Estados Unidos, que, em consonância com os propósitos libertários do universo de Hélio Oiticica, trouxe à tona questões que causavam certa indigestão à sociedade de até então, que diziam respeito, em geral, à libertação dos comportamentos (seja no sexo, na política, dentro da família, na vida). 
Foto de CC5- Hendrix-War

(Um pequeno vídeo com o depoimento do co-autor das cosmococas, Neville d'Almeida)

Para saber mais sobre Hélio Oiticica:



Lucas Henrique.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Podem os chamados "cogumelos mágicos" estimularem a neurogênese?

Estudos realizados em 2013 na University of South Florida, mostram que baixas dosagens dos "cogumelos mágicos" (cogumelos que contêm a substância psilocibina) podem apagar a resposta condicional ao medo em ratos, resultado que, segundo os pesquisadores, pode ser uma opção para um tratamento potencial do Transtorno de Estresse Pós-Traumático e condições relacionadas.
Estresse Pós-Traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador, que pode ter acontecido com próprio paciente ou sendo este apenas testemunha do evento. Ao recordar do fato, o indivíduo revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou, num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência pois é muito mais forte que uma simples lembrança. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.

O achado inesperado foi feito por uma equipe da Universidade estudando os efeitos da psilocibina no nascimento de novos neurônios no cérebro e no estudo de formação de memórias de curto prazo. O estudo “Efeitos da psilocibina na neurogênese no hipocampo e extinção do condicionamento do medo” foi publicado no Experimental Brain Research, em Agosto de 2013, dois meses depois de ter sido disponibilizado online.

Neurônios pigmentados de um rato no hipocampo, peça central da formação de memória no cérebro.

A psilocibina é um alcalóide (alcalóides são substâncias de origem animal ou vegetal que contém nas suas moléculas basicamente nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e carbono e possuem caráter básico) pertencente a uma classe de componentes que são bem parecidos com a serotonina, neurotransmissor que em níveis baixos pode desencadear no indivíduo ansiedade, depressão, alterações do humor, irritabilidade, comportamento obsessivo – compulsivo e distúrbios do sono. A psilocibina ocorre naturalmente em certos cogumelos que têm sido utilizados por milhares de anos por culturas não-ocidentais em suas cerimônias religiosas.

Enquanto estudos anteriores indicam que a psilocibina pode alterar a percepção, pensamento e elevar o humor, as substâncias psicoativas raramente causam alucinações no sentido de ver ou escutar coisas que não estão ali, particularmente em dosagens baixas ou moderadas.
Atualmente há um grande interesse na Medicina em explorar o potencial clínico benéfico da psilocibina, da MDMA (também conhecida como ecstasy) e outras substâncias psicodélicas através da pesquisa monitorada

“Os pesquisadores querem encontrar por quê, em baixas dosagens, essas drogas podem ser aditivos seguros e efetivos na psicoterapia para o tratamento de desordens psiquiátricas resistentes ao tratamento comum ou tratamentos adjuntos para certos tipos de condições neurológicas” disse o doutor PhD Juan Sanchez-Ramos, professor de neurologia.

A organização MAPS - Associação Multidisciplinar Para Estudos Psicodélicos - já está investigando o uso da psilocibina para o transtorno de estresse pós-traumático. Abaixo está o link do vídeo em que Rick Doblin, diretor do MAPS, discute o tratamento do transtorno com o uso da psilobicina e MDMA.http://www.youtube.com/watch?v=o3r4fY1hE5I&noredirect=1




Fontes:
http://www.psicosite.com.br/tra/ans/estrespos.htm
http://drauziovarella.com.br/letras/t/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/
http://mundocogumelo.com/2013/12/19/podem-os-cogumelos-magicos-neurogenese/
http://www.esmeraldazul.com/pt/blog/como-aumentar-os-niveis-de-serotonina-atraves-do-5-htp/

Raquel Malta

Uso de plantas alucinógenas nas sociedades primitivas

O que são plantas alucinógenas?


Desde os primórdios da vida humana, o homem testou todos os tipos de planta em sua busca por comida e sobrevivência. Algumas os nutriram, outras, que eles encontraram, os curaram, e outras os mataram. Algumas, para a surpresa deles, tinham estranhos efeitos em suas mentes e corpos, parecendo levá-los para outros mundos. Chamamos essas plantas de alucinógenas, porque elas distorcem os sentidos e comumente produzem alucinações. A palavra alucinação significa, em linguagem médica, percepção sem objetivo; isto é, a pessoa que está em processo de alucinação percebe coisas sem que elas existam. Assim, quando uma pessoa ouve sons imaginários ou vê objetos que não existem, ela está tendo uma alucinação auditiva ou alucinação visual. A grande maioria dos alucinógenos causam experiências visuais, porém, há ainda casos em que diversos sentidos são alterados em conjunto.

O que provoca a alucinação de fato são as substâncias químicas presentes nas plantas. Essas substâncias não são narcóticos verdadeiros. Estritamente e etimologicamente falando, um narcótico é uma substância que têm um efeito depressivo, leve ou alto, no sistema nervoso central. Em termos legais, narcótico é qualquer tipo de substância cujo uso é proibido ou permitido somente com prescrição médica, porém, contrariamente à opinião popular, nem todos os narcóticos são perigosos e viciantes. Narcóticos que induzem alucinações são normalmente chamados de alucinógenos (geradores de alucinações), psicomiméticos (imitadores da psiquê), e psicodélicos (manifestadores da mente).

Na história do gênero humano, alucinógenos têm sido talvez os mais importantes de todos os narcóticos. Os seus efeitos fantásticos os fizeram sagrados para os povos primitivos e até mesmo pode ter feito surgir nele a ideia de divindade. O mais famoso dos alucinógenos com significância religiosa é o cacto peiote. Os índios norte-americanos acreditavam que Peiote era um deus, ou pelo menos um mensageiro dos deuses, enviado à terra para comunicar-se diretamente com o adorador. Diz a lenda que o cacto peiote foi descoberto quando um homem havia se perdido no deserto. Faminto, ele encontrou o cacto e uma voz que emanava da planta lhe disse que deveria comê-lo. O homem recuperou a sua força e retornou à seu vilarejo, levando o presente divino a seu povo. A história de Peiote pode ser traçada por até 3 milênios: espécimes psicoativos de peiote foram recuperados de cavernas e abrigos de pedra no norte do Texas com pelo menos 3000 anos de idade. Um ritual era feito, no qual um quarto da semente oriunda desta planta era torrado, até obter uma coloração dourada e assim era dada à pessoa, causando um delírio de até 3 dias.

Ser sacudido para fora das raízes da percepção ordinária, e ser mostrado, por horas infindáveis, o mundo interior e exterior, não como eles aparecem a um animal obcecado com a sobrevivência ou um homem obcecado com palavras e noções, mas como eles são apreendidos, direta e incondicionalmente, por uma Mente à Solta (Mind at Large) – esta é a experiência de inestimável valor para todos, e em especial para o intelectual.”
Aldos Huxley, The Doors of Perception, 1954.


Nos EUA, o uso de peiote é apenas aceito em cerimônias religiosas da Native American Church (ou peiotismo, uma religião dos índios norte-americanos) sendo considerado legal.

Alucinógenos permeiam apectos da vida nas sociedades primitivas. Eles ocupam um papel de destaque quando o assunto é doença, guerra, viagens, caça e agricultura, afetando também as relações entre indivíduos, vilas e tribos. Acreditava-se que os alucinógenos influenciavam também na vida após a morte.

O uso médico e religioso de plantas alucinógenas são particularmente importantes nas sociedades primitivas. Aborígenes atribuem a doença e a saúde ao trabalho das forças espirituais. Consequentemente, toda “medicina” que pode transportar os homens para o mundo espiritual é considerada por muitos aborígenes melhor do que qualquer efeito físico.

As forças psíquicas também vêm sido atribuídas aos alucinógenos e têm sido uma parte integral nas religiões primitivas. Em todo o mundo plantas alucinógenas são usadas como mediadoras entre os homens e Deus. As profecias do Oráculo de Delfo, o lugar mais sagrado de toda a Grécia antiga, são ditas terem sido influenciadas por alucinógenos.

Estátua de Xochipilli, o “Príncipe das flores” Asteca, descoberto nas encostas do vulcão Popocatepetl e agora exposto no Museu Nacional na Cidade do México. As etiquetas indicam as possíveis interpretações botânicas das figuras.


Outros usos de alucinógenos variam de uma cultura para outra. Muitas plantas alucinógenas são básicas para a iniciação ritual de adolescentes. Os indianos Algonquin dão uma substância intoxicante para seus jovens, a “wysoccan”, um alucinógeno dito 100 vezes mais potente que o LSD e eles então ficam violentamente perturbados por vinte dias. Durante esse período, eles perdem toda a memória, iniciando a fase adulta se esquecendo de que eles já foram meninos. A raíz iboga no Gabão e o caapi na Amazônia são também utilizados nos rituais.

Na América do Sul, muitas tribos tomam ayahuasca (ver postagem anterior) para prever o futuro, visualizar disputas, decifrar planos inimigos, produzir ou retirar feitiços, ou comprovar a fidelidade da esposa. Sensações de morte e separação do corpo e alma são algumas vezes experimentados durante um transe.

No México, a Datura, planta cujo nome vem do hindu "dhát", um veneno preparado com plantas, e "tatorah", entorpecente, é utilizada na divinação, profecia, e cura ritualística.
Esta planta também está presente da literatura, no livro "A Erva do Diabo" de Carlos Castañeda:
"-- A erva-do-diabo tem quatro cabeças; a raiz, a haste e as folhas, as flores e as sementes. Cada qual é diferente, e quem a tornar sua aliada tem de aprender a respeito delas nessa ordem. A cabeça mais importante está nas raízes. O poder da erva-do-diabo é conquistado por meio de suas raízes. A haste e as folhas são a cabeça que cura as moléstias; usada direito, essa cabeça é uma dádiva para a humanidade. A terceira cabeça fica nas flores, e é usada para tornar as pessoas malucas ou para fazê-las obedientes, ou para matá-las. O homem que tem a erva por aliada nunca absorve as flores, nem mesmo a haste e as folhas, a não ser no caso de ele mesmo estar doente; mas as raízes e as sementes são sempre absorvidas; especialmente as sementes, que são a quarta cabeça da erva-do-diabo e a mais poderosa das quatro".


Os Mixtecs do México comem puffballs para escutar vozes do paraíso que respondem às suas perguntas. Os Waikás do Brasil e Venezuela aspiram a resina em pó de uma árvore da floresta para ritualizar a morte, induzir um estado de transe para diagnosticar doenças, e agradecer aos espíritos por uma vitória em uma guerra. Os médicos indígenas Peruvianos tomam cimora para fazer eles mesmos portadores de outras identidades. Índios do oeste do Brasil tomam jurema para ter visões gloriosas dos espíritos dos mundos antes de partir para batalhas com os seus inimigos, ritual também relatado na literatura através da obra de José Alencar, "Iracema".



Fontes: 

http://psiquiatriaetoxicodependencia.blogspot.com.br/2010/04/mescalina-e-peiote-o-santo-daime-dos.html
http://mundocogumelo.com/2013/09/13/plantas-alucinogenas-informacoes-gerais/
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-era-o-oraculo-de-delfos

Raquel Malta






segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O uso ritual da ayahuasca

Ayahuasca é uma bebida composta de duas plantas, o cipó Banisterio caapi e a rubiaceae Psychotria viridis. As substancia psicoativas agem juntas, pois o DMT não é metabolizado em via oral, precisando do inibidor IMAO. 

O uso ritual da ayahuasca é uma compilação de estudos dos pesquisadores Wladimir Sena Araújo e Beatriz Caiuby Labate publicado no brasil em 2012. O trabalho abrange os campos das ciências naturais e humanas. Uma pesquisa dos efeitos psicológicos, das reações químicas, dos ritos culturais e suas relações. Pode-se dividir o trabalho em três partes: Ayahuasca e o povo da floresta, que retrata o uso tradicional. As religiões ayahuasqueiras brasileiras, que vem da mistura do povo afro, do cristianismo e crenças amazônicas. Por último Os estudos farmacológicos, médicos e psicológicos, com as atuais investigações científicas sobre seus efeitos. 
Essa obra é o esforço de duas décadas de estudos, e pode ser considerada a mais completa em abordar o fenômeno brasileiro do vegetalismo (xamanismo amazônico). Mas infelizmente é uma obra cara e indisponível em pdf, dificultando seu acesso. 

http://www.bialabate.net/books/the-ritual-use-of-ayahuasca/press-release-portugues-the-ritual-use-of-ayahuasca
http://www.mercado-de-letras.com.br/livro-mway.php?codid=158
Lucas Prado Cardoso

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Terence Mckenna em entrevista sobre substâncias psicoativas.

Entrevista provocante com Terence Mckena. O escritor discute um pouco a relação atual da sociedade com substâncias capazes de alterar nossa consciência, relação que classifica como esquizofrênica.  As comparações que estabelece entre os diferentes modos de se relacionar com diferentes substâncias em diferentes períodos demonstram um pouco de sua tese. A gravação ocorreu em 1996, 18 anos se passaram e a pertinência das idéias de Mckenna é a mesma. É uma boa introdução à discussão sobre a relação da humanidade com esse tipo de substância, e um bom modo de começar a repensar a própria relação com a questão. Segue o Link:
http://www.youtube.com/watch?v=_FOX2F7YiNA&feature=youtu.be