A iboga é um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,5 m de altura e é composto de várias espécies que são encontradas principalmente em países da África.
No ano de 1901 a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há relatos de que ela já teria sido usada no Ocidente desde o início do século XX, no tratamento de gripe, neurastenia e outras doenças infecciosas.
Em 1962, Howard Lotsof, um jovem viciado em heroína acabou descobrindo a iboga em busca de uma nova droga. Howard relatou que, após uma viagem de aproximadamente 36 horas, perdeu totalmente o desejo de consumir heroína e não sentiu nenhum tipo de abstinência.
É impossível, com efeito, classificar a iboga como uma droga recreativa. Diferentemente das substâncias que provocam divertimento, ela não convida o usuário a fugir da realidade, mas sim promove um encontro com o próprio eu e seu inconsciente. É por isso que sua utilização é ritual, simbolizando a morte do velho ser e o seu renascimento. A morte, nesse caso, significa a renúncia à doença e/ou dependência.
É por conta do poder de cura da iboga e das suas propriedades de desintoxicação de drogas que a comunidade científica vem dando cada vez mais atenção à essa planta. Muitas pesquisas têm sido realizadas por diversas organizações, desde entidades públicas a universidades e, inclusive, pelo IBTA (Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas).
A seguir, é possível conferir a utilização ritualística e as propriedades fármaco da Iboga num documentário produzido por LunArt Produções, disponível no YouTube e dividido em três partes.
PARTE 1:
PARTE 2:
PARTE 3:
Lucas Prado Cardoso


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